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Pulmonar - Pela sua Saúde Respiratória - Leitura 03/08/2012



Notcias

Transplante de pulmo: ainda pouco conhecido

Falta de informação gera problemas diversos, entre eles a falta de doadores

O transplante de pulmão pode ser a única alternativa para um paciente de enfisema pulmonar, fibrose cística, fibrose pulmonar ou bronquiectasias. O procedimento também é indicado para pacientes dependentes de oxigenação artificial. Porém, no Brasil trata-se de cirurgia ainda é rara, sendo desconhecida por grande parte da população e até mesmo por parte da classe médica.
 
"Em muitos casos, os pulmões não são doados pelo desconhecimento do transplante pulmonar", afirma Dr. Paulo Pego, diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia - SPPT.

 Não apenas a doação de pulmão, mas a doação de órgãos de maneira geral precisa ser muito estimulada em todos os níveis. "Apenas 20% das famílias são contatadas pelos médicos para uma possível doação. Destas, muitas se recusam, boa parte por falta de informação", comenta o especialista.

Portanto, hoje, é mais do que fundamental trabalhar para a popularização do transplante e na divulgação dos centros que o realizam. São relevantes e imprescindíveis campanhas de esclarecimento público à semelhança das antitabagismo, que têm desenvolvido um papel fundamental para evitar a ocorrência de doenças relacionadas ao fumo.
 
Transplante em números

Os programas de transplantes de pulmão no Brasil acontecem desde o final da década de 80 e os cuidados de preservação do órgão e de pós-operatório têm progredido muito. O Instituto do Coração - InCor, a Escola Paulista de Medicina e o Hospital Israelita Albert Einstein são os centros que fazem transplantes de pulmão em São Paulo. Inclusive, especialistas de vários estados se submetem a treinamentos no Incor. Ainda há centros de ponta em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte.

Em todo o país, são cerca de 40 transplantes de pulmão por ano, metade deles realizada em São Paulo. O número ainda é pequeno diante da procura, que forma uma fila de espera de dois anos.

Os principais critérios para se fazer a doação são tipo sanguíneo, idade e tamanho da pessoa, pois os pulmões do doador e do transplantado devem ter dimensões compatíveis.
 

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