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Pulmonar - Pela sua Saúde Respiratória - Leitura 03/08/2012



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Pesquisa da ACT/Data Folha: 85% dos jovens são a favor de ambientes livres de fumo

Inédito

PESQUISA DA ACT/DataFolha: 85% DOS JOVENS SÃO A FAVOR DE AMBIENTES LIVRES DE FUMO


Oitenta e cinco por cento dos jovens entre 12 e 22 anos são contrários ao fumo em ambientes fechados. Os dados inéditos são da nova pesquisa Datafolha, encomendada pela Aliança de Controle do Tabagismo – ACT, que mostra que até mesmo entre os jovens fumantes o índice de contrários ao fumo em ambientes fechados é alto: 63%

A pesquisa foi feita com 560 jovens de ambos os sexos na faixa etária dos 12 aos 22 anos, nos dias 18 e 19 de dezembro de 2008, em seis capitais brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Brasília.

Os índices de aprovação aos espaços livres de fumo variam de acordo com os locais, mas de forma geral sempre se mantêm altos. Em bares, 60% dos jovens são contrários ao fumo nesses espaços, e 32% a favor; em casas noturnas, 62% são contrários, enquanto 31% são favoráveis. Já em lanchonetes, o índice é mais alto: 88% dos entrevistados são contrários que se fume nesses locais, e 10% são favoráveis. Em restaurantes, 90% são contra o fumo e apenas 8% a favor.

Os dados pesquisados revelam que 13% dos entrevistados são fumantes. Entre os que têm entre 12 e 14 anos, 3% já são fumantes. Essa taxa sobe para 11% entre os que estão na faixa etária dos 15 aos 17 anos e chega aos 19% entre os que têm entre 18 e 22 anos. Entre os homens, 16% costumam fumar, enquanto entre as mulheres essa taxa é de 10%.

Levando-se em consideração as seis capitais que compõem a amostra, Porto Alegre é a que tem maior percentual de fumantes jovens: 28% dos entrevistados que moram nessa cidade fumam. Essa taxa é de 13% em São Paulo, de 12% no Rio de Janeiro, de 10% em Salvador e em Belo Horizonte e de 6% em Brasília.

A maioria dos jovens pesquisados (85%) conhece alguém de sua idade que fuma. Essa taxa é de 62% entre os que têm de 12 a 14 anos, de 89% entre os que têm de 15 a 17 anos e chega a 95% entre os que estão na faixa etária dos 18 aos 22 anos.

COMO OS JOVENS PERCEBEM O FUMO EM AMBIENTES FECHADOS


Evidenciando que ainda se admite o fumo em locais fechados no Brasil, segundo 70% dos jovens entrevistados que freqüentam casas noturnas, baladas ou festas, nesses locais é permitido fumar, mesmo em áreas fechadas. Cerca de um quinto (18%) deles afirma fumar quando freqüenta esses lugares, taxa que chega a 86% entre os assumidamente fumantes.

De acordo com 49% dos entrevistados que freqüentam casas noturnas, baladas ou festas, a maioria das pessoas fuma nesses locais. Segundo 37%, muitas pessoas fumam, mas a maioria não, e 11% dizem que poucas pessoas fumam. Apenas 3% declaram que ninguém fuma nesses locais.

“Para nós, da ACT, essa pesquisa mais uma vez mostra que a população brasileira é favorável a uma legislação que proíba do fumo em qualquer ambiente fechado e os jovens estão em sintonia com o desejo da maioria da população. Há quase dois anos tramita no Congresso Nacional projeto de lei que proíbe o fumo em ambientes fechados. Os resultados também indicam que a permissividade do fumo nas baladas estimulam a iniciação”, diz Paula Johns, diretora-executiva da ACT.

PROJETO DE LEI EM SÃO PAULO: QUANDO SERÁ VOTADO?

A ACT reitera através desta nova pesquisa a urgência na aprovação do projeto de lei 577/2008, no Estado de São Paulo, que proíbe o fumo em ambientes fechados.

Em São Paulo, segundo a pesquisa ACT/Datafolha, 72% dos jovens de 12 a 22 anos são totalmente contra que se fume em locais fechados, e apenas 5% são totalmente favoráveis.

Em relação ao fumo em bares, 60% são contra, e 30% a favor. Em  casas noturnas e festas, 57% são contrários ao fumo, enquanto 34% são favoráveis.

O índice de aprovação aos ambientes livres de fumo entre essa faixa etária aumenta em relação aos restaurantes: 91% são contrários ao fumo nesses locais, e apenas 7% a favor.  Em lanchonetes, o índice é de 88% contrários ao fumo, e 8% favoráveis.

Enviado pelo governo do Estado à Assembléia Legislativa em agosto de 2008, até o momento o PL 577/2008 ainda não foi votado, fato que surpreende muito a ACT, devido ao forte apoio popular e aos indiscutíveis malefícios do fumo e fumo passivo.

Segundo pesquisa ACT/Datafolha realizada em setembro de 2008, 81% da população paulista é favorável à proibição do fumo em ambientes fechados.  Em outra pesquisa, feita pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas – IPESPE, em outubro, o índice de aprovação atinge 90% dos paulistas.

Quando feita nacionalmente, a pesquisa mantém os mesmos índices. Em março de 2008, pesquisa ACT/Datafolha mostrou que os ambientes fechados livres de fumo têm apoio de 88% da população brasileira, sendo que 80% dos próprios fumantes também apóiam a medida.

“O PL atende perfeitamente à Constituição Federal e está de acordo com as diretrizes da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, tratado internacional de saúde pública ratificado pelo Brasil, e que destaca em seu artigo 8º a adoção de medidas eficazes de proteção contra a exposição à fumaça do tabaco, entre elas os espaços 100% livres de fumo. Por isso, não entendemos como os deputados estaduais de São Paulo não aprovam logo esse projeto, que vai beneficiar a população paulista como um todo”, explica Paula Johns.

Desde que o PL 577/2008 foi enviado à ALESP, a ACT vem acompanhando sua tramitação. Em setembro, a ACT entregou aos deputados estaduais parecer jurídico demonstrando a constitucionalidade deste projeto e uma análise das emendas propostas que o descaracterizariam. Acesso pelo link:

http://www.actbr.org.br/uploads/conteudo/142_COMENTARIOS-EMENDAS-PL-5772008-FINAL.pdf

A ACT participou de audiência pública em outubro, ao lado de outras organizações de saúde, e de um protesto bem humorado na ALESP, para pressionar pela votação e aprovação do PL 577/2008.

Com tanto apoio, por se tratar de uma medida de saúde pública e ocupacional, fica difícil entender porquê tão importante projeto de lei não ter sido levado ainda à votação e aprovação, principalmente sabendo-se que pelo menos sete não-fumantes expostos involuntariamente à fumaça do tabaco morrem por dia no Brasil, segundo pesquisa do Instituto Nacional do Câncer – INCA.
 

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