Data da ultima atualizaçao
Pulmonar - Pela sua Saúde Respiratória - Leitura 03/08/2012



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Asma: crianças são as mais atingidas pela doença
Uma criança retraída, de saúde frágil ou até mesmo sedentária pode ser resultado de uma asma não tratada corretamente

A asma é uma das doenças mais freqüentes na infância. Aproximadamente 20% da população infantil apresenta algum grau da doença, que se manifesta principalmente por idas e vindas de crises que incluem tosse, falta de ar e chiado no peito. A cada alteração climática ou gripe o quadro se repete. Com o passar dos anos, os motivos para as crises passam a ser alérgicos, como poeira, pêlo de animais domésticos, poluição, e também a prática de atividade física e fatores emocionais.

Segundo a pediatra e pneumologista infantil, dra. Maria Helena Bussamra, da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), a criança que nasce em uma família com pai, mãe ou ambos alérgicos tem grande propensão para desenvolvimento do problema, que pode ou não aparecer, de acordo com o ambiente em que vive. “As crianças asmáticas têm as vias aéreas muito sensíveis, fazendo com que as exacerbações sejam mais freqüentes. À medida que elas crescem, os sintomas tendem a ser mais leves, desaparecendo até a adolescência em quase 70% dos casos”.

Toda asma deve ser tratada

Independentemente da gravidade, a asma deve sempre ser tratada. Não apenas os quadros graves, mas também os moderados, ou leves, precisam ser avaliados por um médico pneumologista para o correto diagnóstico e tratamento. “Até a asma leve traz limitações como o mau desempenho em atividades físicas, prejuízo do sono ou faltas na escola”.

Outros problemas trazidos pela falta de tratamento são as privações a que o paciente acaba se rendendo com receio de entrar em nova crise. “A criança deixa de participar de determinadas brincadeiras, os pais preocupam-se demasiadamente e superprotegem o filho e, aos poucos, a personalidade do paciente vai se alterando, fazendo dele uma pessoa retraída, sedentária e frágil”, explica a especialista.

Por outro lado, uma criança que recebe o tratamento adequado para o seu problema, pode usufruir uma vida normal, praticando exercícios com tranqüilidade.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da asma acontece no consultório médico, por meio de exame clínico e análise das queixas. Em alguns casos, especialmente em crianças maiores e com sintomas há algum tempo, a dra. Maria Helena explica que pode ser requisitado um teste de função pulmonar, para verificar a gravidade da asma. “Após alguns anos sofrendo do problema, as crianças se habituam à redução do fluxo de ar, atravessando dificuldades sem se dar conta. Depois de constatados os reais prejuízos causados pela doença e iniciado o tratamento, a criança se surpreende com os benefícios”.

Confirmado o diagnóstico, o tratamento é feito com medicamentos inalatórios, como as bombinhas e orientação sobre algumas mudanças na rotina, cuidados com os ambientes em que se vive e estuda, e incentivo à prática de atividade física, como a natação.
Bombinhas são as mais indicadas.

Existe um grande preconceito com relação aos medicamentos utilizados para o tratamento da asma. A dra. Maria Helena explica que, ao contrário do que boa parte da população imagina, não há motivo para receio com relação à essa forma de administrar a medicação.

“As bombinhas utilizadas hoje em dia são seguras e eficazes. A grande vantagem é que, utilizando-se a via inalatória, é possível trabalhar com doses menores de medicação, pois vão diretamente para o foco do problema, deixando o restante do organismo protegido”.

Quanto antes iniciado o tratamento, melhor e mais rápida será a resposta. Por isso, assim que surgirem os primeiros sinais da doença, o paciente deve ser encaminhado para avaliação de um pneumologista.

Dra. Maria Helena Bussamra
Presidente do Departamento de Pneumopediatria da SPPT
 

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