Data da ultima atualizaçao
Pulmonar - Pela sua Saúde Respiratória - Leitura 03/08/2012



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Problemas respiratórios afetam principalmente as crianças durante o outono


Clima seco característico desta época do ano faz hospitais quase dobrar o atendimento aos pequenos

Nem meio mês após a chegada do outono, os hospitais já registram um aumento considerável do número de crianças com distúrbios respiratórios. As causas do aparecimento desses problemas nesta época do ano são as mudanças bruscas de temperatura, a velocidade de vento e a baixa umidade do ar aliada à poluição ambiental.

Além disso, em ambientes internos, a poeira doméstica, englobando ácaros, epitélios de animais e fragmentos de insetos, entre outras sujeiras, é um poluente agressivo ao aparelho respiratório. As temperaturas mais baixas e o maior confinamento em dependências fechadas e pouco arejadas também favorecem o aumento dos casos de gripes e resfriados.

Em crianças pequenas, as vias respiratórias são estreitas e delicadas, portanto mais sensíveis aos agressores do ambiente. São exemplos os alérgenos, vírus e bactérias causadores de doenças respiratórias, como resfriados, gripes, asma e broquiolite.

O aumento dos índices de poluição atmosférica, causado pela inversão térmica, fenômeno que dificulta a dispersão dos poluentes, é outro fator que pode levar a problemas respiratórios. “As crianças são mais atingidas do que os adultos em estações de clima seco porque ainda estão com seus mecanismos de defesa em construção”, afirma a Dra. Maria Helena Bussamra, médica pediatra e pneumologista da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

Em países de clima tropical, o outono e o inverno são as estações de maior incidência de problemas respiratórios inclusive para os recém-nascidos e prematuros. Entre as doenças respiratórias, as que mais atingem as crianças são gripes e resfriados, asma, rinite e bronquiolite.

“É nesse período que crianças correm maior risco de contaminação pelo vírus sincicial respiratório (VSR), principal causa de doenças respiratórias fatais em bebês prematuros”, alerta a Dra. Maria Helena.

Estudos da Sociedade Brasileira de Pediatria estimam que o custo de tratamento de bebês com problemas respiratórios graves fica em torno de US$ 70 mil a US$ 80 mil (incluindo diárias de UTI).

A principal medida a ser tomada pelos pais ou responsáveis é a tentativa de aumentar a umidade relativa do ar, espalhando toalhas úmidas pela casa ou por meio do uso de vaporizadores. Existe uma vacina contra gripe para crianças de 6 meses a cinco anos, mas que não está disponível na rede pública.


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