Data da ultima atualizaçao
Pulmonar - Pela sua Saúde Respiratória - Leitura 03/08/2012



Notícias

Cuidados com doenças respiratórias devem continuar com a chegada do calor
Em épocas de temperaturas mais elevadas, os cuidados com as doenças respiratórias devem permanecer, principalmente por quem tem distúrbios crônicos. A interrupção do tratamento, mesmo que os sintomas tenham desaparecido, pode levar a crises tão graves quanto às do inverno.

“A ocorrência de uma crise nem sempre depende da temperatura. Pode, por exemplo, ser decorrente do contato com determinado cheiro, mofo ou algum outro fator desencadeante, que, muitas vezes, o próprio paciente já conhece. Então, se isso acontece sem que a medicação esteja sendo tomada, a doença pode progredir e, dessa forma, acontecer uma crise grave”, afirma o dr. Eduardo Genofre, diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

De acordo com o pneumologista, existem evidências de que a maioria das doenças crônicas progride lentamente, independentemente dos momentos de crise; Portanto, o importante não é só tratar esses momentos mais agudos, mas a doença em si, para evitar que ela evolua e leve a uma incapacidade respiratória maior. O asmático, por exemplo, pode apresentar piora na sua função pulmonar e, consequentemente, na qualidade de vida.

“O mais comum é o abandono da medicação por aqueles que apresentam uma asma leve ou moderada, porque o paciente tem uma pequena melhora quando a temperatura fica mais quente e, por isso, deixa de usá-la”, explica o dr. Genofre.

A recomendação para manter o uso dos dispositivos inalatórios, como as conhecidas “bombinhas” ou “sprays”, vale para portadores de qualquer doença pulmonar crônica, como rinite, fibrose cística e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). As doses da medicação podem diminuir durante o verão, se o médico avaliar um menor risco, mas quase sempre é mantida uma quantidade mínima.

Dr. Genofre ressalta que o paciente nunca deve reduzir ou suspender sua medicação sem orientação médica. Da mesma forma, a visita de rotina não deve ser desmarcada porque o tempo está bom ou porque o paciente se sente bem.

“O médico precisa acompanhar, verificar se houve mudança no quadro clínico, se há necessidade maior ou menor naquele período etc”, complementa.

Há precauções até para aqueles que não sofrem de nenhuma doença pulmonar crônica. A prática de atividade física quando a umidade relativa do ar está muito baixa e o choque térmico, por exemplo, entre o calor da rua e o ar-condicionado, são problemas comuns no dia-a-dia das estações mais quentes, e que também oferecem riscos à saúde respiratória. 

Voltar

© 2017 www.sppt.org.br - Este site é mantido pela Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia
O conteúdo publicado neste site possui caráter meramente informativo. as informações aqui publicadas não devem ser usadas para a execução de diagnósticos, procedimentos ou tratamentos sem prévia orientação médica.
Consulte sempre o seu pneumologista.

Itarget