Data da ultima atualizaçao
Pulmonar - Pela sua Saúde Respiratória - Leitura 03/08/2012



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Poluição atmosférica coloca em risco a saúde respiratória
Assunto discutido em todo o mundo, a exposição aos principais poluentes atmosféricos geram importantes repercussões clínicas. De acordo com as estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a poluição do ar responde por cinco por cento das cinqüenta e cinco milhões de mortes anuais em todo o mundo.

Formado naturalmente por uma série de gases, entre eles nitrogênio, oxigênio e argônio, todos fundamentais nos diversos processos biológicos, físicos e químicos da vida na Terra, o ar atmosférico conta ainda com componentes como o dióxido de carbono e vapor d’água, variáveis de acordo com o lugar e o tempo.

No entanto, o ar é continuamente contaminado por poeiras, gases, fumos e vapores produzidos por indústrias, veículos automotores, grandes queimadas e outras fontes modernas de poluição. A poluição do ar é responsável por uma resposta inflamatória no aparelho respiratório devido à ação de substâncias oxidantes. O pulmão é o órgão mais atingido por ser o principal receptor de contaminantes aéreos, como porta de entrada de poluentes e demais danos sofridos pela região respiratória.

Nas cidades grandes, o problema é ainda maior, gerando uma série de alterações à saúde respiratória de sua população. Na cidade de São Paulo, por exemplo, de acordo com o Departamento de Poluição Ambiental da Faculdade de Medicina da USP, três milhões de toneladas de poluentes ao ano são adicionados ao ar que respiramos, sendo 90% advindos de veículos automotores. Esse número é quase 20% superior à toda a poeira industrial produzida na Alemanha.

Mesmo longe dos grandes centros, o ar sofre a interferência de fontes naturais de poluição, como a queima de derivados de plantas ou animais, além das erupções vulcânicas, consideradas um das mais antigas fontes de contaminação aérea.

No Brasil, assim como nos demais países em desenvolvimento, a maior fonte de energia doméstica é a incineração de biomassa. Metade da população mundial, em mais de 90% das residências da zona rural destas nações, pratica a queima de madeira, carvão, esterco de animais ou resíduos agrícolas para cozinhar, se aquecer ou para iluminação. Consequentemente, há produção de altos índices de poluição em ambientes internos e externos, aumentando o risco de infecção respiratória, a grande vilã da mortalidade infantil nestas regiões.

As crianças estão mais sujeitas a adquirir estes males, havendo relação direta entre o aumento no número de atendimentos e internações hospitalares com a elevação dos índices de poluição.

O fenômeno pode ser percebido com bastante clareza em algumas regiões marcadas pela queimada anual dos canaviais, que geram intensa poluição atmosférica expondo milhões de pessoas e aumentando a incidência de doenças cardio-respiratórias. As queimadas refletem diretamente no aumento no número de internações hospitalares por doenças respiratórias em crianças, adolescentes e idosos.

Postado em 29/09/2009 e Revisado em 16/11/2009 

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